Rio BonitoLeir de Souza Moraes (Rio Bonito, 4 de outubro de 1935 – Rio Bonito, 13 de junho de 2015) foi um poeta, escritor, jornalista e advogado brasileiro, reconhecido por sua contribuição à literatura fluminense e à comunicação pública no Estado do Rio de Janeiro.
Biografia Nascido na Fazenda da Prainha, no bairro Boa Esperança, em Rio Bonito, era filho de Gentil Vieira de Moraes e Anita de Souza Moraes. Desde jovem demonstrou vocação para a escrita, publicando seus primeiros livros de poesia em 1953, Sonetos e Nas Grades do Destino. Entre suas principais obras estão Nos Braços do Passado (1957), Breves Cantigas (1962), Céu Apagado (1969), Nada Mais (1980) e Contos da Casa Apagada (1991). Também se destacou como romancista com os títulos Bola de Gude (1976), Corriola (1984) e Pé-de-Moleque (2002). No jornalismo, fundou e dirigiu diversos periódicos, entre eles Juventus, Renovação, Jornal de Rio Bonito, A Montanha e Baixada Fluminense. Atuou ainda como colaborador de importantes veículos, como Correio Fluminense, Jornal do Brasil, Última Hora e A Tribuna. No rádio, foi editor político em noticiários das rádios Metropolitana, Eldorado e Rio de Janeiro. Além da carreira literária e jornalística, exerceu funções públicas relevantes. Foi diretor-geral da extinta Agência Fluminense de Informações, chefe de gabinete da Secretaria de Administração do Estado do Rio de Janeiro (1975), secretário de Administração da Prefeitura de Niterói (1983–1988) e chefe de gabinete da Prefeitura de Rio Bonito (1993). Membro efetivo e honorário de várias instituições culturais, integrou a Academia Brasileira de Literatura, a Academia Fluminense de Letras (cadeira no 9), a Academia Niteroiense de Letras e o Cenáculo Fluminense de História e Letras. Recebeu diversas homenagens, entre elas a Ordem do Mérito Araribóia e a Medalha José Clemente Pereira.
Morte Leir de Souza Moraes faleceu em 13 de junho de 2015, aos 79 anos, no Hospital Regional Darcy Vargas, em Rio Bonito. Em 2017, foi inaugurado um busto em sua homenagem na Praça Fonseca Portela, na mesma cidade, eternizando sua memória como um dos mais notáveis intelectuais rio-bonitenses.
Referências